Encontro comigo mesma.

Achei que era sede de você.
Que doce ingenuidade!
Essa sede, descobri, é de mim mesma.
Eu em uma das minhas melhores versões, e em um dos mais completos e "perfeitos" modelos.
Senti saudade de mim, do meu eu que há muito andava perdido em um tempo distante, provavelmente adormecida, descansando sob o sol de fim de tarde na grama de um jardim florido.
Essa eu da qual eu senti falta por hora parece despertar, e sem pressa começa a fazer sua viagem de volta pra casa. Rumo ao nosso reencontro, de volta pra mim mesma.
Vejo hoje o quanto ela fez falta.
Seu sorriso bobo, seu jeito otimista, um brilho inconfundível, e inapagável nos olhos, somados a um amor sem igual pela vida, são suas características de longe reconhecidas e admiradas por todos a sua volta.
Essa menina que ama ler. rir, se perder em poemas, textos e fantasias, é parte fundamental de mim.
E é dela que eu sento falta, e é ela quem graças a Deus está voltando. Chegando devagar, pra matar minha sede de mim mesma, até me fazer transbordar e saciar-me, desse jeito tão doce de viver.
É ela quem te escreve hoje, para avisar que está chegando, e manda flores de lembrança, ela vem chegando para nos fazer acreditar, que vale a pena tentar mais uma vez...

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